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É,
portanto, uma rosa graduada que procura a direcção
do Norte, indicando, ao mesmo tempo a direcção da
proa.A leitura da proa (magnética ou da agulha) é
feita junto a uma marca de referência gravada no Morteiro
(a Linha de Fé), alinhada rigorosamente segundo uma paralela
à linha longitudinal do navio — popa-proa
Este conjunto, apoiado numa suspensão tipo Cardan, é
tradicionalmente implantado num suporte conhecido por Bitácula
onde se inserem todos os tipos do correctores que pretendem compensar,
ou pelo menos minorar, as influências magnéticas
desviantes inerentes ao próprio navio. Como já vimos,
as Agulhas Magnéticas sofrem uma forte influência
do material ferroso do navio. Dai que, para melhorar a fiabilidade
da sua informação, seja necessário:
1 - Proceder periodicamente, sempre
que o navio sofra reparações ou embates e quando
haja alterações significativas nos circuitos eléctricos,
a uma compensação do magnetismo próprio do
navio, por intermédio dos correctores referidos, de maneira
a que os desvios existentes às diversas proas possam ser
reduzidos a valores
mínimos.
2 - Determinar uma Tabela de Desvios,
em que figuram para cada proa os
valores correspondentes de desvio (que muito raramente conseguem
eliminar-se na totalidade), também periodicamente actualizada. |
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Agulha
Giroscópica
A Agulha Giroscópica, também
conhecida por Girobússola ou, mais simplesmente, por Giro,
não tem nada de magnético, sendo o seu principio
de funcionamento completamente diferente.
Comecemos por nos referir ao giroscópio livre, que não
é mais que um corpo com parte significativa da sua massa
concentrada na periferia lançado em rotação
sobre si próprio com alta velocidade. Um corpo em tal situação
reúne duas propriedades importantes:
A Rigidez no Espaço, que faz com que o giroscópio
mantenha o seu eixo de rotação paralelo a si próprio,
mesmo quando se desloca;
A Precessão, que consiste
na característica que faz com que, quando alguma força
actua de forma a pretender alterar-lhe a direcção
em que aponta o seu eixo de rotação, ele reaja rodando
esse eixo numa direcção perpendicular à força
actuante, como que procurando uma posição em que
essa força deixe de perturbar a sua Rigidez no Espaço.


A Agulha Giroscópica,
ou Girobússola, não é mais que um giroscópio
a cujas extremidades do eixo de rotação se aplica
um sistema de vasos comunicantes de mercúrio que, por acção
da gravidade, exerce uma força no giroscópio que
o obriga a precessar, levando-o a prolongar o referido eixo com
a direcção Norte-Sul.
Na verdade, ao longo
de um dia completo, se o giroscópio fosse livre, ele manteria
o seu eixo apontado sempre na direcção do espaço
em que tivesse sido lançado o que implicaria, para um observador
situado a superfície da Terra, que o giroscópio
desse (aparentemente) uma volta sobre si próprio.
Com o sistema de
precessão referido, à medida que a Terra vai rodando
e o eixo do giroscópio se inclina em relação
à superfície da Terra, o mercúrio corre para
um dos lados aplicando uma força de sentido vertical ao
eixo de rotação que o obriga a precessar, procurando
uma posição em que a rotação da Terra
não implique desequilíbrio no sistema de vasos comunicantes.
Essa posição só é encontrada quando
o eixo do giroscópio se prolonga com o eixo de rotação
da Terra.
Por isso, a girobússola indica o Norte Verdadeiro.
Tudo
isto é teoricamente verdade para um giroscópio situado
no Equador e num navio parado.
À medida que
o navio se move, ou que se desloca em latitude, aparecem forças
adicionais ou diferentes que determinam que, para o sistema funcionar
bem, existam correctores reguláveis para a latitude e a
velocidade. Como sistema mecânico que é, uma girobússola
é passível de imperfeições que podem
provocar eventuais pequenos atritos, que se traduzem no já
mencionado Erro da Giro.
É frequente
o Giro estar colocada a bordo num compartimento situado abaixo
da linha de água, para furtar um pouco o equipamento ao
balanço.
Esteja ou não
aí localizada a giro-mãe, a sua informação
é transmitida electricamente para diversos outros equipamentos
em que há necessidade de conhecer a proa, como, por exemplo:
O Radar,
O Sonar,
O Radiogoniómetro,
O Giropiloto,
Repetidoras - de configuração semelhante a qualquer
agulha, colocadas na ponte de comando ou no exterior.
A Girobússola
tem, no entanto, três vulnerabilidades importantes:
—É eléctrica, ou seja, o movimento de rotação
é-lhe imprimido por um motor eléctrico, falhando
quando a corrente falha
—Necessita, quando lançada, de algum tempo para estabilizar
em direcção (pelo menos vinte minutos);
—Está sujeita a avarias
Em contrapartida
a Agulha Magnética
— Não necessita de alimentação
— Está sempre estabilizada, se bem afinada;
— É muito pouco sujeita a avarias.
Por este motivo é
que a Agulha Magnética não foi, nem deverá
ser nunca, posta de parte, continuando obrigatoriamente a fazer
parte do equipamento dos navios, mesmo dos mais modernos, como
sistema de orientação de recurso.
Funcionamento da
Girobússola:
O Giroscópio funciona através do principio darigidez
no espaço - Em termos muito resumidos, este principio diz
que se um objecto for colocado no espaço a girar, o seu
eixo de rotação manterá sempre a mesma direcção
em que foi lançado. Se um corpo for colocado, livre de
influências externas, a girar dentro de uma nave espacial
a uma estrela, fixa no Universo, por mais manobras que a nave
fizesse, o eixo desse corpo (giroscópio) apontaria sempre
na mesma direcção.
Precessão do giroscópio
A precessão é a reacçãoque o giroscópio
tem a toda a força tendente a desviar o seu eixo da direcção
em que se encontra. Aplicando-se uma força externa a um
giroscópio, ele reagirá rodando o seu eixo num plano
a 90º com a direcção da força.

O movimento de rotação
da Terra faz com que a direcção do eixo do giroscópio
varie relativamente a esta. A Terra ao rodar faz com que o eixo
do giroscópio se afaste do plano horizontal terrestre e
assim o peso aplicado no giroscópio exercerá uma
força (externa) no seu eixo, tentando pô-lo paralelo
á superfície Terrestre, fazendo-o precessar para
o Pólo Norte. 
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